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"Estou farta" — e foi isso que me ensinou a ouvir a minha Alma.

Psyche no submundo de Paul Alfred Curzon Há uma pergunta que atravessa silenciosamente muitas fases da vida: o que significa viver de acordo com a Alma? E, mais ainda, será que isso implica afastar-nos do mundano, das regras sociais e dos julgamentos dos outros? Talvez a resposta não seja um sim ou não, mas um caminho de integração — entre o que somos por dentro e aquilo que o mundo espera de nós. Grande parte da vida moderna é construída sobre um eixo externo: o olhar dos outros. Desde cedo aprendemos a ajustar comportamentos, escolhas e até sonhos ao que é aceitável, bonito ou bem-sucedido. Vivemos, muitas vezes, dentro de um espelho coletivo: o que parece bem o que evita julgamento o que garante aprovação Este modo de existir não é necessariamente “errado”. Ele é funcional, permite pertença e organização social. O problema surge quando esse espelho se torna o único referencial — e a voz interna começa a ser abafada. Há momentos em que algo interno quebra a continuidade...

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