«Esta não sou eu»: quem sou eu no meio da minha própria metamorfose?
Imagem IAM AI ART (Alexander Vladykin) @pinterest Sobre os 49 anos, as mudanças que não reconheço em mim e a coragem de procurar respostas. Há dias em que olho para mim e penso: esta não sou eu. Tenho 49 anos de idade cronológica, mas, por dentro, não me identifico necessariamente com esse número. Não sinto que a idade que aparece no documento explique quem sou, o que sinto ou aquilo em que me estou a transformar. E, no entanto, há momentos em que também não me reconheço na mulher que vejo ao espelho. Estou mais irritada, tenho menos paciência. Sinto-me sem força, constantemente cansada, como se até as coisas mais simples exigissem de mim um esforço maior do que aquele a que estava habituada. Há dias em que parece que não tenho energia para ser quem sempre fui e isso inquieta-me, porque não é apenas o cansaço. É a sensação de que alguma coisa mudou em mim e de que ainda não consegui perceber exatamente o quê. Ao longo da vida, vamos construindo uma ideia de quem somos...



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